Thursday, June 7, 2007

Intro



Somos um grupo de alunos que, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, decidiu investigar como funciona todo este sistema de Saúde Pública e Protecção Civil que actua no nosso país. Muitas vezes as pessoas não dão a devida importância a quem trabalha nestas áreas.
Visitámos diversas instituições como o INEM, os Bombeiros, a GNR, o CDOS e o Centro de Saúde de Loulé onde recolhemos muita informação que tentamos agora divulgar de várias formas sendo uma delas, este blog, no qual todos os visitantes terão oportunidade de comentar acerca dos diversos temas.
Dedicámos um ano lectivo a trabalhar neste projecto e aqui mostramos apenas alguma da informação recolhida.
Torna-se um tema interessante, principalmente porque há muito para descobrir sobre estas instituições, e o nosso objectivo é dar a conhecer um pouco mais deste mundo, a toda a comunidade.

INEM - informações gerais

Estão aqui algumas das informações mais importantes recolhidas na nossa visita à sede do INEM:

INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, é o organismo do Ministério da Saúde responsável por coordenar o funcionamento, no território de Portugal Continental, de um Sistema Integrado de Emergência Médica, de forma a garantir aos sinistrados ou vítimas de doença súbita a pronta e correcta prestação de cuidados de saúde. A prestação de socorros no local da ocorrência, o transporte assistido das vítimas para o hospital adequado e a articulação entre os vários intervenientes do Sistema, são as principais tarefas do INEM.

O CODU – Centro Operacional de Doentes Urgentes, localizado na sede do INEM, é para onde são direccionadas as chamadas efectuadas para o 112 na área da saúde.

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Quando telefonamos para o 112, a chamada é dirigida para a central de emergência na PSP, e consoante o tipo de situação, é reencaminhada para a GNR, para o CODU ou para os bombeiros. No CODU, o operador regista a ocorrência. Enquanto isto, o médico regulador que está a ouvir a conversa, aconselha e posteriormente são mandados os meios necessários.

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As condições das instalações da sede do INEM no Algarve (em Faro) são de contraste: o andar onde se encontram os gabinetes de gestão, o CODU e salas de formações, tem excelentes condições; enquanto que os tripulantes (os que trabalham nas ambulâncias) têm como local de descanso a garagem do edifício, quando não se encontram em situações de emergência.

INEM - as formações

Durante a nossa visita tivemos oportunidade de assistir a duas formações práticas: uma de transmissão de dados e informação via rádio e outra de suporte básico de vida em pediatria.

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A primeira formação que assistimos tinha como objectivo transmitir e informar via rádio o estado da vítima e do local onde esta se encontra e o preenchimento do verbete de socorro e do CODU. Os verbetes são fichas para serem preenchidas com as informações recebidas. Os formandos estavam distribuídos por duas salas funcionando uma delas como CODU e a outra como o meio de Socorro (ambulância do INEM ou dos bombeiros). Os acontecimentos davam-se com a seguinte sequência:
1 - Atendimento da chamada no CODU;
2 - Preenchimento do verbete CODU;
3 - CODU transmite a informação ao meio de socorro via rádio;
4 - O meio de socorro dirige-se para o local do acidente;
5 - Os tripulantes, ao chegarem ao local, verificam o estado da vítima e preenchem o verbete de meio de socorro;
6 - Um dos tripulantes transmite ao CODU via rádio os dados que escreveu no verbete acerca do estado da pessoa acidentada (como por exemplo, a pressão arterial);
7 - O CODU indica o hospital para onde os tripulantes devem transportar a vítima.

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O tema da segunda formação a que fomos assistir era Suporte básico de vida em pediatria . Durante esta actividade, havia uma primeira banca, onde se trabalhava com uma criança de 5 anos e uma segunda com um lactente de 8 meses. O processo desta formação era:
1- Verificar e estabelecer as condições de segurança no local onde a vítima se encontra;
2 - Efectuar o primeiro pedido de ajuda;
3 - Verificar se as vias aéreas do bebé estão desobstruídas;
4 - Verificar se o bebé ventila ou não;
5 - Verificar se o bebé tem pulso (se evidencia sinais de circulação);
6 - No caso do bebé não ventilar, efectuar o suporte básico com 20 insuflações e pressões torácicas – reanimação cardio-respiratória – verificar se é eficaz e repetir caso não seja;
7 - Caso este último procedimento não seja eficaz ao fim de duas tentativas, chamar o 112;
8 - O tripulante só deve desistir de tentar reanimar o bebé nos seguintes casos:
- exaustão;
- ser substituído pelos tripulantes que entretanto chegaram ao local;
- o bebé evidencie sinais de consciência como pele rosada, choro, movimentos ou começar a respirar.

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Seguem-se algumas fotografias das instalações do INEM e das formações:

Bombeiros de Loulé

Na nossa visita ao Corpo de Bombeiros Municipais de Loulé, foram-nos dadas diversas informações e achámos relevante destacar algumas delas.

Os bombeiros podem ser comunicados através de dois números distintos: 112 ou 117. Através do 112, a chamada é atendida pela central de emergência da PSP e só posteriormente é que a chamada é reencaminhada para os bombeiros. Através do 117, faz-se a participação do caso, e nessa central encarregam-se de comunicar os bombeiros da zona da ocorrência.

Características do corpo municipal de bombeiros de Loulé:
- É composto por 120 homens, sendo que 44 são profissionais e os restantes voluntários.
- A nível de condições é, neste momento, uma dos melhores e mais apetrechados corpos de bombeiros quer no que diz respeito a veículos e equipamentos, como a nível de formação dos bombeiros para terem conhecimentos para actuar.
- A nível de instalações é um quartel novo, moderno e tem condições óptimas para trabalhar.
- Para além do quartel de Loulé existem ainda dois destacamentos no concelho: um em Quarteira, onde estão permanentemente duas ambulâncias e um carro de incêndio, e outro destacamento em Almancil com mais uma ambulância.
- Em média, são recebidas entre 40 a 50 chamadas por dia.

Quanto às formações, estas diferem em dois escalões:
- Para os bombeiros profissionais, a formação é normal, contínua, ao longo do horário de trabalho, serviço, inclusivamente fim-de-semana e à noite.
- Para os bombeiros voluntários, a formação é normalmente aos fins-de-semana e à noite.

Nos bombeiros consideram-se alguns níveis de intervenção:
- a primária, a nível do concelho;
- a secundária, a nível da região;
- a terciária, a nível nacional.

Também já aconteceu nos bombeiros, como quarto nível de intervenção que é a nível internacional, terem de intervir em Espanha.

Vídeo da nossa visita aos Bombeiros:


Seguem-se agora algumas fotografias da nossa visita ao Corpo de Bombeiros Municipais de Loulé:

GNR

GNR – Guarda Nacional Republicana

Durante a nossa visita à GNR, tivemos a oportunidade de visitar os seguintes compartimentos:
* Canil (cães patrulha – um pastor-alemão e um rottweiler);
* Cavalariça (6 cavalos, utilizados para a ordem pública);
* Secção de inquéritos (denúncia de infracções);
* Calabouços;
* Secção de pessoal/armas (renovação das licenças de porte de armas);
* Secção de trânsito (coimas e das contra-ordenações);
* Sala de reconhecimento (identificação de suspeitos);
* Núcleo de investigação criminal;
* Secretaria de posto;
* Comando de Destacamento;
* Posto rádio/central telefónica/central de transmissão (processamento das transmissões de todo o país).


Pelo que pudemos observar, as condições físicas em que os agentes trabalham não são as melhores, nomeadamente:
- na sala de inquéritos, em que o telhado é feito de telhas de rosalite, que, além de ser proibido, provoca o sobre-aquecimento do compartimento, especialmente no Verão;
- -as salas são muito reduzidas, chegando-se ao ponto de necessitar de armazenar algum material apreendido na sala de reconhecimento, que não foi construída para esse fim, etc.
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Para além disso, foi-nos dito que os agentes não têm acompanhamento psicológico, o que achamos ser ridículo, pois lidam diariamente com situações que os podem marcar psicologicamente.

Os postos da GNR no concelho de Loulé situados em:
- Loulé;
- Quarteira;
- Almancil;
- Vilamoura;
- Salir;
Há 183 agentes a trabalhar em todos estes postos.

Em relação às chamadas pela linha telefónica 112, a chamada é atendida na central de emergência, situada na PSP, e seguidamente, é reencaminhada para o Grupo Territorial de Faro que reporta a situação à GNR de Loulé, com quem tem ligação directa.

Algumas curiosidades:
* O local que é actualmente ocupado pelo posto da GNR em Loulé, já foi ocupado por um cemitério e mais tarde, por uma prisão.
* Existem três classes: praça, sargentos e oficiais.
- Dentro dos praças temos o soldado, o cabo e o cabo chefe;
- Na parte do sargento temos o furriel que é o posto em que há a transição para o curso de sargentos, 2.º sargento, o 1.º sargento, o ajudante, o chefe e o mor;
- Nos oficiais temos o aspirante que também é parte do curso a oficial, depois temos o alferes, o Tenente, o Capitão, o Major, o Tenente Coronel, o Coronel. Os oficiais superiores que são os generais. O topo da hierarquia é o comandante geral da guarda.
No dia 23 de Março de 2007 estiveram presentes, na Escola Secundária de Loulé, diversos elementos da GNR com o intuito de fornecer informações e fazer algumas demonstrações para os alunos. Eis algumas fotos desse dia:

CDOS

No dia 1 de Março de 2007 (dia Internacional da Protecção Civil) visitámos o CDOS (Comando Distrital de Operações de Socorro) em Faro onde fomos recebidos pela Eng. Susana Pais que nos esclareceu acerca de diversos assuntos e nos forneceu muita informação sobre esta instituição. Fomos conduzidos numa visita - guiada onde nos foram apresentadas algumas das diversas salas existentes, essenciais para o bom funcionamento do CDOS .

Têm, em algumas salas (onde atendem as chamadas de emergência e onde se fazem reuniões em caso de grandes acidentes), mapas grandes e pormenorizados dispostos nas paredes onde fazem diversas marcações desde incêndios decorrentes na altura, até aos heliportos e postos de vigia existentes na zona do Algarve, entre outras coisas. Explicaram-nos os processos que tinham de efectuar em diversas situações, mostrando-nos como funcionavam as tecnologias que tinham ao dispor para resolver essas situações.

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Da imensa informação fornecida, apresentamos aqui alguns aspectos que achámos essenciais mencionar:

A protecção civil é a actividade desenvolvida em todo o território nacional, pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.

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Os objectivos fundamentais da Protecção Civil são:
- Prevenir os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave;
- Atenuar os riscos colectivos e limitar os seus efeitos;
- Socorrer e assistir as pessoas e outros seres vivos em perigo, proteger bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público;
Apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas em áreas afectadas por acidente grave ou catástrofe.

De seguida estão algumas fotografias da nossa visita às instalações:




Simulacro de Evacuação na Escola

Decorreu, no dia 21 de Março de 2007, na Escola Secundária de Loulé, um simulacro de evacuação da escola, no qual tivemos a honra de contar com a participação dos Bombeiros Municipais de Loulé e com a presença de algumas entidades superiores dos Bombeiros (Irlandino Santos - 2º Comandante) e da GNR (Cabo Costa - Coordenador da Escola Segura).

Faltavam sensivelmente 20 minutos para as 11h da manhã quando soaram os toques que assinalavam o início do exercício. Ordenadamente os alunos e os professores dirigiram-se para o campo de futebol (ponto de encontro) e os supostos feridos ficaram no campo de basquetebol, como previamente definido.

Poucos minutos depois soaram as sirenes das ambulâncias e entraram, no recinto da escola, uma viatura de combate a incêndios, duas ambulâncias e um jipe.

O termo “simulação” foi bem aplicado: foi feita a devida assistência aos “feridos” e estes foram transportados nas ambulâncias.

Fizeram-nos também uma pequena demonstração com espuma especial para apagar incêndios, utilizada pelos Bombeiros.

No final alinharam-se em frente às viaturas (igualmente alinhadas) e apresentaram-se à comunidade escolar saindo depois de receber um forte aplauso por parte destes. A simulação correu como previsto e após os toques que assinalavam o fim do exercício, tudo voltou à normalidade.

Esta simulação foi importante para o nosso trabalho visto que conseguimos reunir muito material (filmes e fotografias) essencial para enriquecer o nosso projecto.

Seguem-se algumas fotos do dia do simulacro:


Centro de Saúde de Loulé - Estatísticas dos Questionários


No que diz respeito ao Centro de Saúde de Loulé, o nosso trabalho consistiu em realizar questionários a alguns utentes de modo a obter estatísticas. Estas são, no entanto, pouco rigorosas, visto que os questionários foram realizados apenas a 50 pessoas. Os resultados foram:

1 - Quanto tempo costuma esperar para ser atendido?
Menos de 15 minutos -
3%
Entre 15 a 30 minutos -
5%
Entre 30 a 60 minutos -
15%
Mais do que 60 minutos -
77%

2 - Costuma ser bem atendido?
Sempre -
52%
Frequentemente -
25%
Ás vezes -
23%
Raramente -
0%
Nunca -
0%

3 - Acha que este estabelecimento tem boas condições?
Sim -
55%
Não -
18%
Podiam ser melhores -
27%

4 - Tem de esperar quanto tempo para conseguir uma consulta?
Menos de 1 semana -
6%
No espaço de 1 mês -
54%
Entre 1 a 3 meses -
34%
Mais do que 3 meses -
6%

5 - Na sua opinião, o que acha que deveria mudar?
Tudo –
26%
Há poucos médicos –
20%
Esperar menos tempo por uma consulta –
14%
O tempo de espera – 12%
A sala de espera deveria ser maior –
12%
Devia haver melhor triagem –
8%
Deviam haver mais especialidades (dentistas, por exemplo) –
4%
Melhor atendimento –
2%
Listas de espera –
2%

Wednesday, June 6, 2007

O produto final

No passado dia 31 de Maio, ocorreu no polivalente da Escola Secundária de Loulé, pela manhã, a apresentação/exposição dos projectos dos grupos da turma D do 12º ano. A divulgação do nosso trabalho consistiu: na projecção de um DVD com imagens recolhidas por nós ao longo do desenvolvimento do projecto (que incluía formações de tripulantes pelo INEM, a visita que realizamos ao quartel dos Bombeiros Municipais de Loulé no dia 22 de Novembro de 2006 e o simulacro que ocorreu na escola no dia 21 de Março deste ano com a participação da GNR e dos bombeiros municipais); na exposição de imagens das entidades e alguma informação sobre as mesmas e na organização de um peddy-paper em conjunto com o grupo Drogas e Sida com perguntas relacionadas com os temas de ambos os grupos e algumas actividades práticas.

Tivemos ainda o prazer de contar com a presença do Sr. José Lúcio, representante do INEM, e dos Srs. Paulo Carrilho e Carlos Fonseca, bombeiros da corporação da cidade de Loulé.

O peddy-paper decorreu entre as 8h30 e as 11h tendo sido o restante tempo, até cerca da uma hora da tarde, guardado para as demonstrações que se realizaram no exterior do polivalente.

Da parte do INEM, e a nosso pedido, foi feita uma demonstração de suporte básico de vida em que os presentes (alunos, professores e demais funcionários da escola) puderam assistir a uma situação simulada de paragem cardiovascular numa “vítima”, aprender a sequência do logaritmo de suporte básico de vida, sendo que no fim foi dada a oportunidade a quem quisesse dos presentes, de pôr em prática os conhecimentos adquiridos com a demonstração.

Quanto aos bombeiros, que se fizeram acompanhar de uma viatura de pequeno porte de combate a incêndios, para além de um DVD com informação acerca do combate a incêndios e fogos domésticos (que foi projectado na parede do palco do polivalente), foi dado um esclarecimento acompanhado de demonstração acerca dos diferentes tipos de extintores, assim como a aplicabilidade de cada um deles e o seu conteúdo, e do modo como devem ser usados a fim de apagar um fogo em segurança e sem pôr em risco vidas ou outros bens que não tenham sido danificados pelo fogo.

Findadas as demonstrações, convidamos os protagonistas das demonstrações a almoçarem na cantina da escola como forma de agradecimento pela disponibilidade e amabilidade demonstradas em se terem deslocado dos seus locais de trabalho à nossa escola a fim de nos ajudarem na divulgação/exposição do nosso trabalho, convite esse que aceitaram de bom agrado.

Seguem-se algumas fotografias do dia: